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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LIÇÃO DO "EU"




Andei  revisitando o “EU”
Na inquietude da subjetividade tirânica
E descobri que o “EU” perdeu a inspiração
Na culpa do sentido e na falta da sinceridade,
Na ditadura do coração, na inequidade  da esperança.
Sim, andou o “EU” se perdendo em falsas aproximações,
Em ânsias e esperas que não chegam, pois se foram por mais que neguem,
No pecado poético do inevitável, iludido pelo inolvidável,
Horrorizado, à medida que se atrai.
Patético desenrolar poético nas piruetas do “EU”,
Que em si se perdeu, na timidez dos caminhos e nas pedras.
Tudo é um frágil  pecado de amar, um deslize de entrega,
Sob o manto da rejeição, sob a frieza do livre negar.
Nesta revisita á poesia descobriu, o “EU”, que nada muda se não mudar,
Não se iluda com os jogos de palavras ou juras sentimentais.

Andei revisitando a poesia,
Andei visitando Drummond e percebi  que já não se tem Sentimento no Mundo,
Que os ombros já não suportam o mundo, que as mãos já não se juntam,
Descobri os terrores das almas das guerras e as sombras das mentiras,
Já não existem Rosas para o Povo, nem desculpas, nem nada de novo.

Andei olhando o presente e o “EU” se sentiu longe da realidade
Preso que está na modernidade da “despalavra” e na virtualidade
Chora você e chora o “EU” os desencontros das aproximações distantes,
Esteve o “EU” a revisitar nossa dor.

SÉRGIO SOUZA

domingo, 3 de julho de 2011

Diz o poeta:


 "... amigos são testemunhas vivas de nossas vidas". São fragmentos de nossa história, e em cada lembrança de um rosto amigo podemos recordar um momento de nosso passado, e amigos são muito mais do que momentos, são alianças que fazemos pela eternidade, mesmo que a amizade seja passageira, que dure apenas um contrato de trabalho, um período escolar ou as férias de verão, ainda assim, fica uma marca indelével na alma, ou, como dizia o próprio Milan Kundera, escritor tcheco, a insustentável leveza da amizade fica pairando sobre nossas lembranças.

desconheço a autoria